Um necessário encontro e convergência entre um conservadorismo e um progressismo popular

Bandeira do Brasil

Desde a campanha eleitoral de 2018, passando por 2022 e 2024, o conservadorismo popular de matriz cristã, católica e evangélica, vem sendo utilizado pela extrema direita que explora até as últimas consequências isso através do pânico moral na população. A população por sua vez vive um contexto de insegurança pública, desemprego e crise econômica. As políticas públicas por vezes ligadas às identidades têm se tornado protesto para cancelar as pessoas de moral diversa daquela preconizada pelas suas agendas. A cultura do cancelamento tem enviezado e tornado difícil o diálogo entre as pessoas, principalmente, com as mais pobres. Uma crescente classe média universitária de esquerda tem se valido dos discursos em defesa das minorias sociais, para pregar e tomar como práticas políticas, medidas que são ineficazes para os problemas reais da população, numa agenda de afirmação da identidade que só favorece pequenos grupos e não a maioria da população. Uma agenda fragmentária de interesses tem se tornado frequente na esquerda, que apela para um discurso solidário às pessoas e aos direitos humanos, que de certa forma são vítimas da violência social, mas com as políticas como cotas raciais e de um anti-racismo de mercado, Pink money e dentre outros, que tem tornado a esquerda cada vez mais prisioneira de uma agenda que no fim a cabo promove uma agenda neoliberal nos costumes e afasta os mais pobres da esquerda e do progressismo, que são vistos muitas vezes como elitistas. Enquanto isso, a extrema direita se utiliza desse vazio ideológico das esquerdas nas pautas econômicas, que por vezes se baseia em dar um ar mais humanitário ao neoliberalismo, para propor uma agenda neoliberal econômica mais agressiva, porém, sob a capa e pretexto da defesa da moral e dos bons costumes, antagonizando com a esquerda no aspecto cultural, sob a promessa de defesa dos valores tradicionais ocidentais, que supostamente seriam defendidos pela extrema direita, assegurando assim, um caminho seguro, utilizando isso como mote de um discurso de segurança, quando na realidade promove uma agenda de armamento em massa da população sem critério algum, apenas alimentado pelos interesses:
1. Do Lobby privado de grandes empresas bélicas e de armamentos globais e de países chave e centrais
2. Da Defesa de políticos ligados ao setor militar e de segurança pública
3. Da falta do estado em eleger a segurança pública como algo prioritário
4. Da Falta de treinamento das forças de segurança
5. Da sensação de insegurança pública por parte da população
6. Do Discurso de partes significativas da esquerda que é demagógico que culpa a própria população pela sua insegurança
7. Da Política de segurança pública trágica e insuficiente
8. Da Política de segurança pública desacompanhada de uma política de ressocialização e educação
Nesse sentido, urge resgatar, que em vez de conciliar economicamente com a elite rentista, é preciso conciliar com o povo que tem uma moral conservadora de forma crescente, sem abrir mão de uma agenda de direitos sociais para todas as pessoas de boa vontade, mas introjetando nas pessoas o acolhimento a suas manifestações religiosas, com o respeito mútuo entre as pessoas que têm suas religiões e sua moral diversa.
Urge a necessidade de reconciliar com o povo e sua diversidade religiosa, mas que é crescentemente cristã, católica e evangélica.
Por isso, urge trazer a tona o debate de uma agenda de direitos humanos universais que não seja fragmentária de interesses sociais, mas abrangente e conciliadora de interesses que levam em conta a heterogeneidade do pensamento e da moral popular.
Aqui, cumpre dizer, que o cenário de violência, insegurança e medo leva a letargia e ao imobilismo e ao apego aos interesses e agendas identitárias de direita e de esquerda, grande parte delas legítimas, mas que se não forem conciliadas servem de mote para promoção de uma economia política neoliberal e contra os pobres.
É necessário ir contra a violência praticada principalmente contra pessoas religiosas e contra pessoas minorizadas socialmente, mas é necessário apontar para que os interesses populares sejam reconciliados em torno de uma agenda ampla, que respeite genuinamente a moral conservadora popular como uma manifestação de uma identidade de um grupo social, tal como garanta o direito a dignidade humana a todos aqueles que são vítimas de violência.
É preciso ter uma política de segurança pública que coloque no centro a pessoa humana, uma política de combate ao crime séria, ao mesmo tempo que coloque o povo no centro.
A questão nacional é importante, mas deve ser atravessada não por uma agenda fragmentária de interesses, mas conciliadora com o povo.
É preciso resgatar uma agenda de respeito entre as pessoas e suas identidades, religiões e valores, mas, sobretudo, conduzir as pessoas para refletir que nosso problema não é apenas e unicamente moral, mas sim, econômico e político, é necessário respeitar as pessoas e promover um combate à violência, estabelecendo a convivência pacífica entre as pessoas, unindo-as em torno de ideias econômicas de progresso social e econômico de nosso país.

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