Josué de Castro e luta contra a fome


A Fome para Josué de Castro tem contornos que vão desde uma linha mais biológica a um viés político e cultural, desnaturalizando o debate sobre a fome, pois isso é necessário, numa época em que a fome não é um problema puramente biológico e nutricional, a fome é sobretudo política.

Pessoas nas grandes cidades passam fome e necessidades, vemos hoje no Brasil, milhões passando por insegurança alimentar (outro nome que criaram para dizer sobre fome), o projeto social tocado pela pastoral do povo da rua e o padre Julio Lancelotti, em São Paulo, assistem pessoas na rua famélicas e com necessidades especiais, sendo isso apenas uma forma de paliativo para um problema estrutural, num país que mais produz alimentos para o mundo e que vive uma crise de segurança alimentar ainda não resolvida completamente pelo Governo Lula 3.

O diagnóstico é alarmante mais coloca em pauta a atualidade do debate sobre a fome que Josué de Castro tanto falava, hoje há um comécio da fome, denuncido na obra de John Madeley, colocando a fome como algo lucrativo para o capitalismo atual.

Com o Agronegócio quase que maior em escala de produção do planeta terra, o Brasil é um país vilipendiado ambientalmente, mas sobretudo prejudicado nos estoques reguladores dos preços de alimentos com venda de Galpões de armazenamento durante o Governo Bolsonaro.

O debate da fome se tona político porque as consequeências de decisões dos governanantes e as ações políticas geradas de forma espantânea pela população e pela sociedade civil organizada é no sentido de sobreviver, cozinhas solidárias são geradas por causa disso.

É possivel hoje no mundo em que vivemos produzir alimentos sustentáveis e fazer um consumo justo desses, alimentos saudáveis deveriam ser direitos, produzir eles e alimentar todos deveria ser um dever para essas e próximas gerações.

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