Sobre o dia contra a intolerância religiosa
O Trabalhismo tem sua origem influenciada pela Doutrina Social da Igreja, porém incorporou contribuições do pensamento social brasileiro e de toda uma tradição histórica que foi se desenvolvendo de forma progressiva e acumulativa.
Neste dia contra a intolerância religiosa é fundamental refirmar o compromisso com a liberdade de culto e crença religiosa, sendo necessário resgatar um diálogo entre as religiões e os religiosos diversos em torno de uma função social da economia, principalmente no compromisso com a vida e dignidade humana e na defesa e cuidado com a casa comum.
Nesse sentido lutar contra a globalização da indiferença é necessário e urgente. Lutar pela justiça social e pela solidariedade social. A garantia dos direitos dos trabalhadores e dos mais pobres se torna uma agenda necessária, em torno de políticas públicas e reformas sociais que deem às pessoas o direito universal à educação de qualidade, direito à moradia, ao saneamento básico, à saúde e à alimentação.
O estado nacional é laico, mas deve garantir os direitos das pessoas de terem sua crença religiosa respeitada sendo isto fundamental, principalmente, para aqueles que têm suas igrejas e templos vilipendiados como fiéis do Candomblé, Umbanda e igrejas católicas.
No nosso país é necessário combater a charlatanismo e a violência contra pessoas por professarem uma crença religiosa diversa, mas muito mais que isso é garantir a liberdade religiosa para as pessoas de boa vontade, na garantia de que a ética e a honestidade possam fazer com que as religiões tenham um compromisso social transformador (seja pela caridade ou filantropia ou ações sociais diversas) e uma convivência pacífica com todos e todas.
Nesse dia é fundamental relembrar da liberdade de consciência e de crença como universais e das formas de se garantir às religiões um papel social importante, principalmente na promoção humana, do bem comum, do bem estar social e no cuidado com a casa comum.


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