Milton Santos: um geógrafo negro e a luta por direitos

Milton Santos denunciou em sua época o que vemos ser um fenômeno em consolidação, a globalização, mas sua obra não deixa de ser atual e pertinente devido a sua ampla capacidade de expor reflexões que o colocam no patamar de um dos geógrafos mais respeitados no Brasil e no Mundo.

Minha obra predileta do Milton é o Espaço do Cidadão, lá ele coloca em ato como o espaço é um instrumento e de luta por direitos territoriais, a luta por cidadania é algo que torna possível a construção de uma geografia pautada pela denuncia das realidades e pela atuação na luta por direitos.

É justo e necessário apontar que a luta por justiça socioespacial no nosso país ainda é algo presente e a ser pautado, cada dia mais seja no espaço agrário ou urbano, natural ou humano ou híbrido dos dois, urge-se fazer presente as lutas por direitos, a terra e de quem nela vive também se tornam sujeitos para a construção do bem comum.

Vale salientar que em épocas de plataformização do capitalismo, o ver e o agir se tornam necessários para atuar e mobilizar, cada vez mais estamos cercados de lutas, nas quais podemos ver e agir, cada dia mais a política se torna necessária para aconstrução do bem comum e da radicalizaçãodessas lutas em defesa daqueles que mais precisam.

É preciso mais do que uma simples ou mera compaixão, é preciso uma compaixão em ação e em luta para a construção de um mundo de direitos, afinal de contas, Milton Santos inspira no Espaço do Cidadão a ver a Geografia como instrumento e arte de se fazer direitos e tornar presente esses direitos.






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