PDT: um partido sem coerência e em crise
O PDT está passando por um processo de fratura logo após 2022, isso se deve há claramente a não autocrítica e mudanças de rumo.
Precupa-se a todo trabalhista sincero sobre os rumos desse partido que perdeu prefeituras em 2024. Porém, não é de hoje que o PDT tem passado por crises, o êxodo de pessoas filiadas ao partido tem sido vistas a olhos vistos.
O corpo da crise é o fisiologismo, que acompanha o PDT há tempos, mas tem acelerado nos últimos anos, sob uma perspectiva do "salvem-se quem puder". O PDT ocupa atualmente o ministério da previdência social e tem se mantido calado e em silêncio diante dos ataques ao BPC, Abono Salarial e ao arcabouço fiscal, novo teto de gastos, tem se votado a favor.
Quando o teto de gastos é o causador de cortes sociais, escondidos nas mídias progressistas/governistas. O silêncio chega a beirar o cinismo, quando esteticamente o PDT se coloca como defensor do trabalhador e dos seus direitos.
Deputados do PDT votam a favor de privatização de estatais, principalmente no RS, no Paraná nenhuma declaração sobre a privatização da Copel, o PDT em 2024 fez aliança com o PSDB do Eduardo Leite em Porto Alegre, fez aliança com o União Brasil em muitos lugares, apoiando candidatos de direita e de extrema direita, neoliberais, defensores de PPPs, que estão privatizando o serviço público em muitos lugares, enfraquecendo os trabalhadores e seus direitos, apoiando indiretamente e as vezes diretamente à terceirização do trabalho e do serviço público.
PDT hoje vive de discurso trabalhista, mas que se revela vazio de práticas concretas, o agravante Fundamental é que em algumas regiões apoiam candidatos que desonram a memória de Juruna e Darcy Ribeiro, pois são candidatos contra os direitos dos povos indígenas e pró-Agronegocio que têm concentrado renda e terra no nosso país e cada vez mais atuando contra a reforma agrária, uma pauta histórica dos trabalhistas e que remonta as reformas de base de Jango.
Trabalhismo com muito discurso e pouca prática termina naufragando nas lágrimas daqueles que ainda sonham num Brasil melhor, é traição a própria tradição política que originou o Trabalhismo e é uma perca de leme num barco desgovernado numa tempestade em um mar revolto.
O Resgate do Novo Trabalhismo passa por considerar os defeitos e debilidades do PDT e de muitos pedetistas, para atuar num surgimento de um novo Trabalhismo mais consequente e mais necessário, porém mais orgânico e ligado às necessidades do povo, na luta por um Brasil Soberano e justo, mas que lute até as últimas consequências se necessário e com muita coragem!


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