O Império Americano e seu dilema de como lidar com a liberdade de expressão
O Imperialismo Americano atua para desestabilizar a soberania nacional de países para defender seu império econômico, político e cultural despótico e tirano que não é nada democrático, com uma defesa de liberdade de expressão irrestrita para eles poderem oprimir os outros países que não se submetem a sua hegemonia.
É fundamental e salutar na atualidade apontar para como os EUA argimentam para si o título de terra da liberdade, como se a noção de liberdade dada pelos americanos culturalmente e politicamente fossem universais e dadas para todo mundo. Com isso, na suposta defesa da democracia e da liberdade os EUA, fundamentam-se guerras e conflitos no mundo, numa defesa quase que no plano simbólico desses valores de liberdade e democracia.
O ideal de liberdade de expressão irrestrita e sem regras, permitindo até fake news e mentiras de todo tipo, permitindo até que pessoas inflijam as leis, matando e motivando a matança pessoas, destruindo carreiras e reputações, colocando em perigo a saúde das pessoas, como as fake news anti-vacinas, tem a capacidade de destabilizar politicamente uma nação soberana como o Brasil e outros países.
Chega a ser cínico do império americano defender a sua soberania nacional a custa da destruição da soberania nacional dos países periféricos, submetendo os países a uma série de vulnerabilidades, que passam inclusive pela política, pois a política da CIA, sempre foi de atuar para desestabilizar governos que defendam a soberania nacional de seus países, mantendo esses governos vassalos aos interesses americanos. Ora se os EUA barram o tik tok em seu país, por que o Brasil não pode barrar o X aqui? A China também não barra os aplicativos e sites da Meta em seu país? A Soberania Nacional também é digital.
A noção de democracia e liberdade não são universais, mas nacionais, pois a noção de democracia e liberdade podem variar de determinado país. Com isso, permitir a liberdade de expressão irrestrita, dando vazão até para que se pratiquem crimes, é algo que não está na cultura e no tecido nacional brasileiro, por mais que a extrema direita queira impor essa agenda internacional importada dos EUA para ser implantada aqui.
Os EUA que advogam a liberdade de expressão irrestrita não permitem o tiktok em seu país, por conta justamente da defesa da sua soberania nacional, a China não permite a Meta atuar na China, justamente pela defesa da sua soberania nacional, se o Brasil tivesse uma indústria tecnológica pujante, capaz de fazer aplicativos novos em substituição dos já estabelecidos no mercado, talvez estaríamos a altura de dizer não às empresas americanas que se apropriam dos dados dos brasileiros.
A defesa da soberania nacional passa por também lutar contra o datacolonialismo praticado pelas potências estrangeiras em relação aos dados de habitantes de países emergentes e subdesenvolvidos, passa pelo estímulo a um estado forte e soberano e a um estímulo a uma política de industrialização, de ciência e tecnologia que forme pessoas e grupos capazes de garantir nossa soberania nacional de dados, senão viveremos a reboque e na dependência de nações estrangeiras que detém os dados da população brasileira.

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