Tragédia do Rio Grande do Sul: barbárie, fake news e capitalismo de plataforma
Vale ressaltar que em meio a uma tragédia socio-ambiental sem precedentes que acontece no Rio Grande do Sul, o uso de notícias falsas, denominadas fake news geram um fenômeno geográfico de influência sobre o alcance de políticas públicas e a responsabilidade sobre como elas vão sendo administradas para as pessoas que mais necessitam.
A ideologia neoliberal de estado mínimo entra mais uma vez em crise, apesar das defesas da austeridade fiscal quase que como um dogma pelo ministro Fernando Haddad, há uma necessidade do estado ir em socorro dos mais pobres e necessitados nesse momento de dificuldade.
Apesar do empenho do Governo Federal em colocar em prática políticas públicas de socorro emergencial, ainda é possível vislumbrar uma hiperespetacularização da barbárie ambiental, o Bolsonarismo ainda é uma força política socialmente organizada, seu partido digital está ainda ativo, pois combina uma defesa do estado mínimo neoliberal em direitos sociais e uma defesa das empresas privadas pertencentes aos grupos ligados à extrema direita nacional e internacional.
Combinado a isso as big techs, plataformas digitais, que exercem um papel de hegemonia cultural sobre o que é dito e veiculado, baseado no lucro e no papel de se fazer uma governança algoritmica da sociedade, tem impulsionado sem nenhum pudor a veiculação ampla e irrestrita de fake news sem um controle social nenhum.
A sociedade brasileira e gaúcha está refém não só da catástrofe ambiental, climáticas e ecopolítica, causada pelo desmonte de políticas de prevenção em relação aos desastres ambientais, que eram previsíveis e previstos para o Rio Grande do Sul, pois houve um papel indiscutível e indispensável dessas políticas no saneamento do caminho para a barbárie em relação ao que fazer diante do desastre.
Concomitantemente a isso as mesmas figuras políticas da extrema direita anti-meio ambiente agora semeiam o jogo sujo de disseminação de fake news, valendo-se da lucratividade gerada pelos algoritmos das redes sociais e das plataformas digitais em uma era do capitalismo de plataforma.
A barbárie é feita pela ecopolítica implantada por anos no âmbito do neoliberalismo e hoje ela é semeada pela hiperespetacularização da barbárie. O engano se tornou arma política que mata, mas sobretudo torna rentável o capitalismo de plataforma. Suor, lágrimas, sangue e mortes no capitalismo de plataforma e nos marcos do neoliberalismo são rentáveis.
A tarefa hoje é fazer com que a verdade triunfe diante da barbárie e para o lucro não triunfe diante da solidariedade, que os direitos humanos e sociais triunfem diante da barbárie.


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