Entre a Globalização e a Desglobalização: Crise tarifária, guerra comercial e crise do império americano
Vivenciamos um contexto político, economico e social na atualidade de total crise de legitimidade do imperio americano e seu provável fim, como se ver em obras como a de Jan Nederveen Pieterse (O Fim do Império Americano?: Os Estados Unidos depois da Crise), parece que profecias de um passado não muito distante de decadencia do imperio americano começam a cumprir, há uma emergencia de uma nova ordem geopolítica mundial chefiada pela China e pelos BRICS e sabe-se amiúde que a China provavelmente irá se tornar potencia economica mundial em 2028 e 2030, ultrapassando os EUA.
O imperio americano sabendo dessa situação posta, aciona seu "botão de emergencia", o autoritarismo trumpista e a volta de tarifas comerciais com o intuito de barrar o avanço dos mercados estrangeiros sobre os EUA, numa econimia globalizada isso significa em ultima analise um fenomeno de desglobalização e protecionismo por parte do imperio americano decadente.
A guerra comercial e o Trump são sintomas morbidos de nosso tempo atual, ameaçam a soberania nacional dos países e agora, prometem impedir o tão alardeado livre comercio, fica claro que livre comércio não passa de uma narrativa para justificar o poderia americano diante do mundo, na afirmação dos EUA se refugiando em valores como a liberdade que em ultima analise só vale quando os EUA estão por cima.
O fato é que a Globalização entra em cheque, com recuos e permanencias, encontrando como defensores os países emergentes, os BRICS, o polode crescimento capitalista se desloca da estagnação economica americana para os BRICS, fale-se em nova moeda de troca de valores mundial, numa era em que o capitalismo financeiro se tornou sinonimo de novo paradigma de negócios lucrativos e de avanço do capital especulativo por muitas vezes sem regras e prometendo ser sem fronteiras, porém enredando multiplas territorialidades e desterritorialidades.
Há claramente um redesenho geoeconomico global, há uma preocupação do império americano sobre o que virá e como se enfrentará a situação de decadencia economica que está acontecendo e tende a piorar com inflação tendente a se tornar alta nos EUA.
A fato é que na periferia do sistema capitalista, cumpre ver essa guerra comercial dos EUA como uma fenomeno de luta por poder economico e político que passa por colocar na arena global os interesses de ambos, a punição do Brasil com tarifas e nada mais é do que busca de afirmar o poder dos EUA sobre a América latina para manter esse continente subserviente aos seus interesses geoestratégicos.
Aquilo que já de falava como termo a se superar volta em cena, o imperialismo e urge-se fazer necessária a luta anti-imperialista como necessária e vital para a sobrevivencia nacional brasileira, porém, temos uma esquerda no Brasil que é um apendice do partido democrata americano com o PT e aliados ou puchadinhos, a direita com o Bolsonarismo e partes dos centrão subservientes e vassalas aos interesses americanos, quando também são o apendice do partido republicano americano no Brasil.
É impressionante que a ascenção do patriotismo entreguista no Brasil, coincide com algo comum às duas correntes políticas do Brasil atual, ambas entregaram a base de Alcantara aos EUA e se fosse depender de ambas continuaríamos um país dependente e periférico.
O Lula emula o discurso patriotico de defesa e união em torno da soberania nacional, enquanto pratica uma agenda economica neoliberal e uma agenda de entrega dos campos de petroleo da margem equatorial, para empresas estrangeiras, o Bolsonaro emula o discurso simbólico de a patria amada, mas coloca na sua agenda política de privatização da ELETROBRAS e de Refinarias de Petróleo, enquanto isso o Lula não revoga n enhuma das privatizações e não se emprenha nisso, a agenda virou a busca de deficit zero que nem a China, potencia economica em crescimento pensa nisso.
Não cabe aqui refugiar-se na defesa da globalização tal como ela se apresenta, excludente, da indiferencia e seletiva, que é capaz de ampliar mercados, mas não amplia a disgnidade humana, nem se refugiar na defesa de um movimento de desglobalização que vai cuminar numa crise economica global, é uma questão complexa a se analisar e ver o seu desenrolar histórico e social, que tudo indica será de crise, a agenda de desglobalização de Trump não passa de mero oportunismo e de afirmação que poderá resolver um problema, quando que não resolverá. É impressindivel falar que a depender da situação, é quase irreversível o crescimento chinês diante da decadencia americana a olhos vistos.


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